Serão gastos mais de R$ 1 milhão nas obras de restauro e adaptação de dois antigos galpões de açúcar, em Jaraguá
O trabalho de restauro e adaptação foi retomado nos dois antigos galpões de açúcar na avenida Cícero Toledo, esquina com a rua Sá e Albuquerque, em Jaraguá. A previsão é que até maio as construções do início do século passado abriguem a Casa do Patrimônio de Maceió e a superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Alagoas.
A obra ficou parada durante 13 meses devido a troca da construtora que venceu a primeira licitação. De acordo com o departamento técnico de Iphan, os serviços da empresa não tinham a qualidade exigida e o contrato foi rescindido. Uma nova construtora assumiu a empreitada em novembro do ano passado.
O atraso não alterou o valor da obra. O Ministério da Cultura está investindo cerca de 1 milhão e 200 mil reais na Casa do Patrimônio de Maceió. O projeto original também foi mantido. Segundo o arquiteto Mário Aloísio, presidente Iphan em Alagoas, depois de pronto o espaço vai além da sede administrativa.
“Vamos oferecer opções de lazer e cultura a população, como museu, biblioteca especializada, palestras, seminários e outras atividades”, adianta o arquiteto, que convocou o antropólogo carioca Raul Lody para montar o circuito museológico.
Mário Aloísio explica que o trabalho de restauro irá devolver o aspecto original aos galpões que armazenavam o açúcar produzido em Alagoas e exportado para vários países do Velho Mundo. As grandes portas e janelas, por exemplo, serão recuperadas e mantidas.
A intervenção mais expressiva no interior é a construção do grande mezanino, que vai servir de espaço para exposições. A primeira mostra deve ser montada com parte do acervo particular de cultura popular da colecionadora
Tânia de Maya Pedrosa. São centenas de peças em madeira, barro e ferro adquiridas nos últimos 30 anos.
Outras casas do patrimônio devem abrir as portas em Alagoas, garante Mário Aloísio. As primeiras serão nas cidades de Penedo, Marechal Deodoro e Piranhas. O Iphan também começou os serviços de restauração e adaptação de mais um galpão em Jaraguá. Depois de pronto, a antiga construção será a sede do Arquivo Público de Alagoas. Estão previstos gastos de quase R$ 600 mil.